- É uma coisa importante para o psicológico, para minha cabeça. A lesão está cicatrizada, mas com a perna fortalecida eu fico mais confiante. Quero chegar na pré-temporada sem receio de nada para poder dar o meu melhor. Se eu ficasse parado em casa, poderia chegar nos treinos com medo de forçar a perna - frisou o zagueiro no play de seu apartamento no Recreio antes de mais uma sessão de manutenção.
Os exercícios especiais foram passados pelo coordenador de fisioterapia das Laranjeiras, Fábio Marcelo, e consistem em duas partes: um elástico, que Anderson usa para fortalecer a perna com seguidos movimentos repetidos, e uma espécie de pé de pato especial chamado hydrotone utilizado para exercícios na piscina.
- Para mim o ano foi excelente. Sempre soube que enfrentaria dificuldades para conquistar o meu espaço, mas confiei no meu trabalho. Fiz uma boa pré-temporada que meu deu condições de brigar de igual para igual com meus companheiros. Pude ir bem nos jogos e fui bem no Carioca. A Libertadores também foi um ponto importante. Foi minha primeira competição internacional por um grande clube e acho que fui bem. Fiz até gol. No Brasileiro, já tínhamos a defesa menos quando me machuquei. Sai e passei essa responsabilidade para meus companheiros. Foi um ponto em que sempre focamos muito. Queríamos essa marca e conseguimos no fim - frisou.
Acostumado a sofrer poucas lesões na carreira e a ter um rápido processo de recuperação, Anderson foi traído por sua coxa direita. Depois de sair de campo chorando após sentir a lesão contra o Grêmio, no Olímpico, o zagueiro voltou a sentir o problema em duas vezes que esteve perto de retornar à equipe. Um momento difícil que ficou para trás e foi amenizado pela conquista do tetracampeonato brasileiro.
- Eu já vi que era sério quando cai porque nunca tinha sentido uma dor como aquela. Nem conseguia andar direito. Apesar disso tive uma recuperação rápida como na Libertadores. Naquela ocasião, era um estiramento grau 1 e eu fiquei pronto para voltar em sete dias. Até os médicos se surpreenderam. Por isso tinha esperanças de repetir a dose apesar de o problema contra o Grêmio ter sido de grau 2. Fizemos tudo no prazo, não antecipamos nada, mas voltei a sentir quando estava perto de voltar. São coisas que acontecem na vida de um atleta. Eu só não esperava que seria tão difícil. Eu nem queria sair de casa. Estava sempre chateado, mas com uma esperança no coração de que nada acontece por acaso. Tirei tudo de aprendizado. De quebra tive minha parcela de contribuição em um título importante. Depois da Libertadores eu dei uma entrevista e disse que as lágrimas de tristeza iam se transformar em sorrisos no Brasileiro. Não sou profeta, mas sempre confiei muito no nosso grupo - finalizou.
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